segunda-feira, 2 de junho de 2014

Vela: coração da ignição.



Com combustível, basta uma faísca para iniciar fogo. No caso dos motores, essa centelha elétrica vem das velas. Feitas em cerâmica e materiais metálicos, ficam na parte superior da câmara de combustão e geram energia térmica para o início da queima da gasolina ou etanol, resume ISMAR LEGER, Diretor da PROVIDENCE AUTO CENTER.

COMO FUNCIONAM


As velas geram centelha para permitir um processo de combustão localizado. Depois da energia inicial, a combustão se autossustenta.

PRINCIPAIS FALHAS


Problemas que afetam a vela fazem o componente entregar centelha fora do padrão, o que implica em consumo maior de combustível e falhas no motor. Por estarem sujeitas a altas temperatura e pressão – até 2.000°C e 50 kgf/cm² –, sofrem desgaste nos eletrodos (responsáveis pela ignição), o que se deve também a vibrações e ao processo de corrosão em condições normais de uso. O resultado é a folga do eletrodo. Folga maior implica em tensão errada na hora de gerar a centelha. Folga menor (mais comum) gera centelha pequena ou inexistente. O óleo do motor, consumido em excesso, pode carbonizar e reduzir a folga na vela.


MANUTENÇÃO

Se há depósito de materiais no eletrodo, as velas podem ser limpas, sem necessidade de troca. Mas Ismar Leger alerta que esse depósito tem sempre causa, e é preciso eliminá-la. Eletrodos desgastados ou anormalidades implicam em troca das velas.
A vida útil varia com o modelo, mas a recomendação geral é trocar a cada 30 mil quilômetros.

RISCOS

Sem reparo ou troca das velas, motor funciona de modo irregular, consome mais combustível e emite mais poluentes, como monóxido de carbono e hidrocarbonetos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário