Com combustível, basta uma faísca para iniciar fogo. No caso dos
motores, essa centelha elétrica vem das velas. Feitas em cerâmica e materiais
metálicos, ficam na parte superior da câmara de combustão e geram energia
térmica para o início da queima da gasolina ou etanol, resume ISMAR LEGER, Diretor da PROVIDENCE AUTO CENTER.
COMO FUNCIONAM
As velas geram centelha para permitir um processo de combustão
localizado. Depois da energia inicial, a combustão se autossustenta.
PRINCIPAIS FALHAS
Problemas que afetam a vela fazem o componente entregar centelha fora do
padrão, o que implica em consumo maior de combustível e falhas no motor. Por
estarem sujeitas a altas temperatura e pressão – até 2.000°C e 50 kgf/cm² –,
sofrem desgaste nos eletrodos (responsáveis pela ignição), o que se deve também
a vibrações e ao processo de corrosão em condições normais de uso. O resultado
é a folga do eletrodo. Folga maior implica em tensão errada na hora de gerar a
centelha. Folga menor (mais comum) gera centelha pequena ou inexistente. O óleo
do motor, consumido em excesso, pode carbonizar e reduzir a folga na vela.
MANUTENÇÃO
Se há depósito de materiais no eletrodo, as velas podem ser limpas, sem
necessidade de troca. Mas Ismar Leger alerta que esse depósito tem sempre
causa, e é preciso eliminá-la. Eletrodos desgastados ou anormalidades implicam
em troca das velas.
A vida útil varia com o modelo, mas a recomendação geral é trocar a cada
30 mil quilômetros.
RISCOS
Sem reparo ou troca
das velas, motor funciona de modo irregular, consome mais combustível e emite
mais poluentes, como monóxido de carbono e hidrocarbonetos.





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