terça-feira, 27 de maio de 2014

Pare de cantar pneu na curva: saiba o momento certo de fazer o balanceamento e a geometria.



Você vai ao médico ver um sintoma e de repente descobre: o que sente é reflexo de outra coisa que poderia ser grave, caso não tivesse marcado a consulta. A verificação da geometria e do balanceamento do carro é como fazer uma consulta. Em geral, o motorista sente o carro “puxar” para um lado ou vai fazer uma curva e ouve os pneus “cantarem”, e então resolve fazer uma avaliação. Mas saiba que o correto é não esperar que tais sintomas apareçam. A primeira revisão de balanceamento do veículo deve ser feita aos 10 mil quilômetros rodados, e sempre que este número for atingido, a recomendação é realizar novamente um exame preventivo. Ou seja, a cada 10 mil quilômetros rodados, o carro deve ser levado a um especialista em atendimento automotivo ou na concessionária.

É o que o líder de Serviços da Providence Auto Center, Ismar Leger, tenta ensinar aos proprietários de veículos que chegam na oficina em busca de socorro, já apresentando problemas mais sérios de “saúde” mecânica, tais como pneus carecas, mal calibrados, “cambaleando” ou “pulando” – a calibragem e o estado dos pneus são fundamentais para o equilíbrio do veículo. “Acontece que alguns motoristas não têm o costume de fazer a revisão ou nem sabem que devem fazê-la”, observa  o especialista..Ismar Leger.
Fazer do rodízio de pneus uma rotina é outra dica importante para auxiliar no equilíbrio do desgaste do produto, o que evita sintomas posteriores de perda da estabilidade. Fatores como oscilação estática (pneus "pulando") ou dinâmica (pneus "cambaleando") podem se dar por consertos malfeitos, porque o aro está torto ou ainda por uso de câmara de ar em pneu radial, todos estes equívocos muito comuns.

Um exemplo de situação que abre oportunidade para serviços insatisfatórios pode acontecer quando se fura um pneu na estrada. “A pessoa troca o pneu pelo estepe, que está em condições diferentes do conjunto, ou coloca um produto vendido pela primeira oficina que ele encontra, e se esquece de depois fazer um exame deste pneu”, conta o especialista. Sempre que o pneu for separado do aro, é preciso conferir o alinhamento novamente, "porque detalhes como este podem interferir no balanceamento”., diz Ismar.
Outro comportamento comum em motoristas é a busca por serviços e produtos, como pneus, mais econômicos que se revelam um engodo. É então que um pneu remendado ou em mau estado de conservação, porém com aparência “saudável”, é comprado no lugar de um em boas condições ou novo. “Sai mais em conta, mas é perigoso e a pessoa, além disso, vai ser obrigada a buscar por um serviço de mais qualidade logo depois, porque esse pneu não vai durar”, avisa o técnico – e o barato no final sai pelo dobro do preço, porque o motorista é obrigado a fazer o reparo com um especialista.

Não há porquê passar por isso. O motorista pode fazer a avaliação gratuitamente, por exemplo, na Providence Auto Centerl; caso o motorista resolva fazer a a execução do serviço completo, o custo é baixo . O conjunto de procedimentos inclui a correção de ângulos, alinhamento de direção e calibragem, além do balanceamento e exame dos pneus, do sistema de suspensão, tudo com garantia de seis meses. O serviço é realizado por técnicos treinados e os equipamentos são aferidos semanalmente. Algumas concessionárias também oferecem avaliação gratuita. É importante ter em mente que, além da segurança, há vantagens em ter um sistema de rodagem equilibrado: ele proporciona mais quilometragem aos pneus e ajuda a economizar combustível.


Balanceamento
O balanceamento é responsável pelo equilíbrio de todo o sistema rodas/pneus, e é realizado por dois equipamentos que atuam nos sentidos vertical e horizontal, por meio da aplicação de pequenos contrapesos na roda. Verifica-se nesta fase também o sistema de suspensão, o qual pode acusar problemas que são erroneamente atribuídos ao sistema de rodagem, pois provocam desgaste de pneus. Segundo o técnico , há ainda “sintomas” cuja origem pode estar ligada ao mau funcionamento de outros sistemas: “Às vezes, há um problema no sistema de transmissão, por exemplo, que interfere no balanceamento, e aparece como uma vibração”.


Alinhamento
Conhecido popularmente como “geometria”, o alinhamento é o ajuste da posição das rodas na suspensão. O alinhamento correto evita que o veículo “puxe” a direção para um dos lados, previne o desgaste irregular ou prematuro dos pneus e oferece mais conforto, segurança e estabilidade ao dirigir. Pode ser realizado por equipamentos de três tipos: a laser, computadorizado ou 3D.


Laser  É o mais comum. O técnico é quem faz a avaliação a partir da medição e leitura realizadas por meio de um facho de raio laser que sai do projetor; esse laser é refletido em um sistema de régua e espelho e retorna ao projetor.
Equipamentos parecidos com “aranhas”, similares a um prendedor de molas, são apoiados nos pneus e possibilitam a leitura dos ângulos de alinhamento. Os projetores direcionam o laser para pontos de medição em um painel.
Computadorizado – A medição é automatizada, nos pneus e possibilitam a leitura dos ângulos de alinhamento. Os projetores direcionam o laser para pontos de medição em um painel.

Computadorizado – A medição é automatizada, dependendo, assim, mais do próprio equipamento, que é responsável por 80% de todo o processo. Pode não ser tão exata quanto a medição a laser porque algum defeito em quaisquer partes do equipamento deforma a medição. Além disso, falhas no sistema podem ser acusadas somente após uma aferição de rotina, e não no momento da leitura.
3D – É mais ágil que os sistemas anteriores, mas sua rapidez não quer dizer que ele seja mais eficiente. Sua vantagem, por assim dizer, é fazer uma leitura mais específica de determinados ângulos.
A medição é dividida em três fases, independente do tipo de equipamento (laser, computadorizado e 3D):

1) Cambagem: Medição do ângulo de câmber, isto é, calcula a inclinação da parte superior da roda. A inclinação pode ser negativa (voltada para dentro) ou positiva (voltada para fora). Semelhante aos problemas ortopédicos, uma cambagem muito positiva desgasta a parte interna dos pneus; se for muito positiva, desgasta a parte externa.
2) Cáster: Mede o ângulo de inclinação da circunferência do conjunto de rodas/pneus. O ângulo de inclinação pode ser para trás (negativo) ou para frente (positivo) do pino-mestre ou do suporte do eixo dianteiro em relação a um plano vertical. Um cáster desigual faz com que o carro “puxe” para um dos lados, o que provoca o desgaste irregular de pneus.

3) Convergência e divergência: Medição dos ângulos de abertura e direcionamento das extremidades das rodas, que podem virar mais para dentro (convergente) ou para fora (divergente). Na convergência demasiada, as rodas “fecham” mais na extremidade dianteira do que na traseira; na divergência, as rodas “fecham” mais para a extremidade traseira. Em ambos os casos, há um desgaste irregular de pneus em forma de “serra”, o que provoca ruídos nas curvas.
Atenção! o alinhamento deve ser feito sempre:
- a cada troca de pneus; 
- quando os pneus apresentarem desgaste irregular;
- se o veículo estiver “puxando” para um dos lados;
- a cada 10 mil quilômetros rodados: aproveite e faça o rodízio de pneus e o balanceamento.



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