quinta-feira, 17 de julho de 2014

Postos estão proibidos de vender combustíveis em recipientes não certificados:


Comercialização fora do tanque sofreu restrições.

Desde o final de 2013, combustíveis vendidos fora do tanque do automóvel devem ser colocados em recipientes aprovados pelo Inmetro.
Ou seja, os postos são proibidos por uma resolução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de comercializar os produtos em garrafas plásticas ou em saquinhos, como ocorria antes em casos de emergência, como na pane seca ou no abastecimento de equipamentos como motosserra.

O estabelecimento flagrado vendendo o produto fora do tanque de forma incorreta será penalizado com multa que pode variar de R$ 20 mil a R$ 5 milhões. Para ser socorrido dentro da lei, o consumidor precisa ter em mãos bombonas apropriadas. Ou seja, ele deve comprar a embalagem. Os próprios postos a vendem. Mas ela não é um artigo presente em todos os pontos.

Atualmente, mais de 50% dos postos de Londrina e Região possuem o galão, segundo informação do Sindicato dos postos de combustíveis da região. Os dois primeiros meses do ano foram os mais críticos, quando a resolução ainda era novidade e os estabelecimentos não dispunham das bombonas. Eles não são obrigados a ter os recipientes. No entanto, correm o risco de perder o cliente caso não os forneça.

"Como houve uma demanda muito grande em janeiro e fevereiro, os fornecedores não estavam conseguindo fazer entregas das solicitações. Então tinha posto que não possuía essa embalagem para vender. Até o final de fevereiro havia muito dificuldade de se conseguir o produto e ainda se tem", revela o Sindicato.

As bombonas de 5 litros, as mais comuns, podem ser adquiridas a preços que variam de R$ 9,90 a R$ 15. Os valores também aumentam, seguindo a lei da oferta e procura. O produto falta no mercado não só em razão de que é preciso ter certificação do Inmetro: empresas que possuem a homologação das embalagens atendem também a clientes de outras atividades que lidam com produtos químicos. Uma das fabricantes, de Curitiba, por exemplo, destina apenas 1% da produção para o mercado de combustíveis porque não tem capacidade para suprir a todos os pedidos.



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